Santa Cecília, 22 de novembro
Cecília, filha da nobreza de Roma, além da grande beleza possuía outros dotes para cativar os homens: era discretamente entendida em letras, tocava muito bem lira, estudou geografia e gostava de propor com talento e fruto questões filosóficas. Mas o principal é que não se via nela leviandade. Consagrara sua virgindade a Cristo, mas, sem o saber, os pais a deram em casamento ao nobre Valeriano, que ela convenceu, por um sinal do céu, a respeitar seu voto. Foi morta degolada, em 225.
Uma das virgens mais cultuadas na Igreja de Roma, figurou no cânon da Missa. A tradição de seus pendores musicais a fez patrona dos músicos, aparecendo sempre junto a instrumentos musicais e anjos cantores nas representações. Heroica na fé, perseverante no martírio, passou pelas riquezas e glórias de posições, sem no entanto perder de vista os bens eternos, como aprendemos da Igreja primitiva.
