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Poesias infantis

Olavo Bilac · 1904

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A Infancia

Gravura de cabeçalho do poema A Infancia. Litografia da edição de 1904.

O berço em que, adormecido,
Repousa um recem-nascido,
Sob o cortinado e o véo,
Parece que representa,
Para a mamãe que o acalenta,
Um pedacinho do céo.
Que jubilo, quando, um dia,
A creança principia,
Aos tombos, a engatinhar...
Quando, agarrada ás cadeiras,
Agita-se horas inteiras
Não sabendo caminhar!
Depois, a andar já começa,
E pelos moveis tropeça,
Quer correr, vacilla, cáe...
Depois, a bocca entreabrindo,
Vae pouco a pouco sorrindo,
Dizendo : mamãe... papae...
Vae crescendo. Forte e bella,
Corre a casa, tagarella,
Tudo escuta, tudo vê...
Fica esperta e intelligente...
E dão-lhe, então, de presente
Uma carta de A. B. C...