A madrugada
Os passaros, que dormiam
Nas arvores orvalhadas,
Já a alvorada annunciam
No silencio das estradas.
Nas arvores orvalhadas,
Já a alvorada annunciam
No silencio das estradas.
As estrellas, apagando
A luz com que resplandecem,
Vão timidas vacillando
Até que desapparecem.
A luz com que resplandecem,
Vão timidas vacillando
Até que desapparecem.
D'este lado do horizonte,
Numa nevoa luminosa,
O céo, por cima do monte,
Fica todo côr de rosa;
Numa nevoa luminosa,
O céo, por cima do monte,
Fica todo côr de rosa;
D'ahi a pouco, inflammado
N'uma claridade intensa,
Se desdobra avermelhado,
Como uma fogueira immensa.
N'uma claridade intensa,
Se desdobra avermelhado,
Como uma fogueira immensa.
Os gallos, batendo as azas,
Madrugadores, já cantam;
Já ha barulho nas casas,
Já os homens se levantam.
Madrugadores, já cantam;
Já ha barulho nas casas,
Já os homens se levantam.
O lavrador pega a enxada,
Mugem os bois á porfia;
— É a hora da madrugada :
Saudae o nascer do dia!
Mugem os bois á porfia;
— É a hora da madrugada :
Saudae o nascer do dia!
