livros / Poesias infantis

Poesias infantis

Olavo Bilac · 1904

Índice

Leitura

O Tempo

Gravura de cabeçalho do poema O Tempo. Litografia da edição de 1904.

Sou o Tempo que passa, que passa,
Sem principio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida !
A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm...
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os annos que nascem e morrem.
Ninguém pode evitar os meus damnos.
Vou correndo sereno e constante :
D'esse modo, de cem em cem annos,
Formo um seculo, e passo adiante.
Trabalhae, porque a vida é pequena,
E não ha para o Tempo demoras !
Não gasteis os minutos sem pena !
Não façaes pouco caso das horas !